sábado, 24 de abril de 2010

Eu Quero

Eu quero. . .
ser a brisa que suavemente toca sua face
o beijo que demora em seus lábios
mas, nunca folhas um rastro
Ser teu desejo, tua vontade
Ser o som da batida de coração
forte como a maré,
como os tesouros do fundo do mar
dentro do qual é escondido
e quando me tens, no teu tesão perdida
Ser alguém em seus sonhos
quando a escuridão cai,
o primeiro nome em seus lábios
quando amanhecer
acordar em seus braços para recomeçar
a dança do amor que inebria e desatina
Ser a paixão tão quente
como a chama de um fogo,
alguém que você almeja..
na paixão seu guia
Encave-me o corpo e a alma
fazendo do amor um jogo
Ser tudo que você deseja ...
Em completa sintonia!


Lenya Terra

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Amor Bandido

Pisando de mansinho
Invadindo devagarzinho
Sedutor e envolvente
De jeito meigo e carente
Homem perfeito chegou
Dizia lindas palavras
Naveguei teus mares, devassa.
Julgando-me amada,
Sem medo de ser feliz
Entreguei-me de corpo e alma
Num delírio insano, me fiz.
Mas tudo na vida passa
Arrancada do sonho... Desgraça!
Percebi o pesadelo... Abuso!
Não era amor, era uso.
Não era desejo, era domínio.
Tudo foi palavra
Cravou-me na carne dor e incerteza
No peito?...Vazio
Na alma? Abismo.
O delírio cessou
A chama feneceu
Calou mentiras de amor
Agora... serena e calma
Livre deste corsário
Desatada do amor bandido
Tenho do coração banido
O inferno vil do vilão
Resta solidão, velha companheira.
Mas ainda...
Esperança, fé e alguma ilusão.


Lenya Terra

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Desvenda-me

Não venha me falar de razão,
Não me cobre lógica,
Não me peça coerência,
Eu sou pura emoção.
Tenho razões e motivações próprias,
Sou movido por paixão,
Essa é minha religião e minha ciência.
Não meça meus sentimentos,
Nem tente compará-los a nada,
Deles sei eu,
Eu e meus fantasmas,
Eu e meus medos,
Eu e minha alma.
Sua incerteza me fere,
Mas não me mata.
Suas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes.
Não me fale de nuvens,
Eu sou Sol e Lua,
Não conte as poças,
Eu sou mar,
Profundo, intenso, passional.
Não exija prazos e datas,
Eu sou eterno e atemporal.
Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional.
Não espere explicações,
Não as tenho, apenas aconteço,
Sem hora, local ou ordem.
Vivo em cada molécula,
Sou o todo e sou uno,
Você não me vê,
Mas me sente.
Estou tanto na sua solidão,
Quanto no Teu sorriso.
Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se sem mim.
Eu sou começo e fim,
E todo o meio.
Sou seu objetivo,
Sua razão que a razão
Ignora e desconhece.
Tenho milhões de definições,
Todas certas,
Todas imperfeitas,
Todas lógicas apenas
Em motivações pessoais,
Todas corretas,
Todas erradas.
Sou tudo,
Sem mim, tudo é nada.
Sou amanhecer,
Sou Fênix,
Renasço das cinzas,
Sei quando tenho que morrer,
Sei que sempre irei renascer.
Mudo a protagonista,
Nunca a história.
Mudo de cenário,
Mas não de roteiro.
Sou música,
Ecôo, reverbero, sacudo.
Sou fogo,
Queimo, destruo, incinero.
Sou água,
Afogo, inundo, invado.
Sou tempo,
Sem medidas, sem marcações.
Sou clima,
Proporcional a minha fase.
Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.
Sou furacão,
Destruo, devasto, arraso.
Mas também sou cimento, sou tijolo,
Construo, recomeço...
Sou cada estação,
No seu apogeu e glória.
Sou seu problema
E sua solução.
Sou seu veneno
E seu antídoto
Sou sua memória
E seu esquecimento.
Eu sou seu reino, seu altar
E seu trono.
Sou sua prisão,
Sou seu abandono e
Sou sua liberdade.
Sua luz,
Sua escuridão
E seu desejo de ambas,
Velo seu sono...
Poderia continuar me descrevendo
Mas já te dei uma idéia do que sou.
Muito prazer, tenho vários nomes,
Mas aqui, na sua terra,
Chamam-me de AMOR


Lenya Terra

domingo, 18 de abril de 2010

"Começos são assustadores, finais são quase sempre tristes...mas é o meio que importa mais"

sexta-feira, 16 de abril de 2010

"O mundo é uma tragédia para os que sentem e uma comédia para os que pensam"

sexta-feira, 9 de abril de 2010

"Se você nunca sentiu medo, vergonha ou dor, é porque nunca correu riscos"

quinta-feira, 8 de abril de 2010

A vida passa...
E nem percebemos os valores que chegam a nossa alma...
O mundo gira e nem sentimos os sentimentos de amor que ele nos oferece...
A razão nos convida a reflexão...
E neste dilema que é a alma humana, tudo passa...
Tudo se transforma, para recomeçar tudo de novo, na tentativa de aprendermos, o que antes não entendemos...
somos um aglomerado de vidas sucessivas...

Autor Desconhecido

terça-feira, 6 de abril de 2010

viver é...
aventurar-se
arriscar-se
surpreender-se
comprometer-se
escolher
sobreviver